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É usual, a partir de certa idade, um jovem insurgir-se contra o seu nome próprio. Em determinado momento da sua vida, o jovem sente que a designação que lhe foi atribuída desde o corte umbilical não reproduz fielmente a exclusividade do seu ser. Existem vários métodos que são utilizados na reformulação de identidade, contudo, em qualquer dos casos, não há conhecimento real do processo por parte dos respectivos progenitores. Desde logo a inversão da ordem da nomenclatura: uma Maria Rita decide, num sábado à tarde, que não se acha aprazível com tal denominação, pelo que se rebaptiza de Rita Maria, espalhando de seguida as novas instruções pelo círculo de amigos. Porém, a fórmula mais vulgar é abreviar sobranceiramente o primeiro nome: uma Mariana torna-se instantaneamente mais feliz se for tratada por Mari, ou uma Teresa por Tété. Estas revoluções nominativas explicam-se com o facto de existir tempo livre em demasia na faixa etária em questão.

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escarnecido às 00:00


5 reclamações

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De palavrasdogenero a 31.07.2009 às 02:37

O problema surge realmente quando nem a própria família gosta do nome do jovem em questão... E a controvérsia apareceu nos tão aclamados almoços de família, tempo sempre bem gasto (e tão tipicamente mediterrânico) de volta de uma mesa domingueira, outrora mais-do-que-abundante, reduzida a restos e bicas...

Não, não está relacionado com o excesso de tempo livre dos jovens (que existe, sim senhor),mas talvez com o excesso de tempo livre dos portugueses... Possivelmente é apenas uma tentativa de afirmação pessoal... Ou simplesmente chamam-lhe Jô já que o jovem ficou Jorge Manuel porque era o único nome a que pais e padrinhos não franziam sobrolho, mas que ninguém gostava realmente. Isto é que é um nome que NÃO se enquadra!!!

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