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É usual, a partir de certa idade, um jovem insurgir-se contra o seu nome próprio. Em determinado momento da sua vida, o jovem sente que a designação que lhe foi atribuída desde o corte umbilical não reproduz fielmente a exclusividade do seu ser. Existem vários métodos que são utilizados na reformulação de identidade, contudo, em qualquer dos casos, não há conhecimento real do processo por parte dos respectivos progenitores. Desde logo a inversão da ordem da nomenclatura: uma Maria Rita decide, num sábado à tarde, que não se acha aprazível com tal denominação, pelo que se rebaptiza de Rita Maria, espalhando de seguida as novas instruções pelo círculo de amigos. Porém, a fórmula mais vulgar é abreviar sobranceiramente o primeiro nome: uma Mariana torna-se instantaneamente mais feliz se for tratada por Mari, ou uma Teresa por Tété. Estas revoluções nominativas explicam-se com o facto de existir tempo livre em demasia na faixa etária em questão.

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escarnecido às 00:00


5 reclamações

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De Filipa a 24.05.2009 às 23:22

Bem, eu passei por essa fase. Queria chamar-me Ana Filipa para poder ficar ao lado da minha melhor amiga nas aulas todas, desde o 5º ao 9º ano.

Hoje em dia gosto bastante do meu nome, não o trocava por nada. :) Acho que todos passamos por esta fase e até é ridiculamente engraçado lembrar-me disto.

P.S. Este post vindo de um ser que se auto denomina Escarnecedor não parece ser muito convincente. ;)

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