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Atualmente, a ânsia bacoca de exibir justiça na equiparação do género masculino e feminino faz com que se tenha instalado um automatismo exasperante nos discursos dos políticos deste país. «Caras portuguesas e portugueses» é a saudação mais burlesca que se escuta em todo e qualquer endereçamento à nação, uma tentativa de uma forçada igualdade morfológica de género que mais não é do que um atropelo atroz às normas da língua portuguesa em prol de um igualitarismo populista.

Se a forma plural da palavra «português» é, por si só, masculina por predefinição mas neutra no significado, tentar adicionar uma vertente feminina apenas vai escancarar portas a ainda mais segregação de outras identidades de género, de tal forma que um dia, a reboque deste exercício demagógico, estaremos a ouvir no Parlamento discursos como:
- Caras portuguesas e portugueses, drag-kings e drag-queens, transexuais, não-binários, andrógenos e crossdressers...
- Tem de terminar Senhor Deputado, já demorou mais que a Joacine Katar Moreira.

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escarnecido às 23:27




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